Existe uma versão de mim
que a internet ajudou
a construir.
Não a versão filtrada que os algoritmos tentam vender, mas uma versão mais honesta: a que aprendeu a enxergar o próprio cabelo como bonito, a que entendeu que política mora no cotidiano, a que descobriu que quase tudo que parece natural foi construído por alguém, com uma intenção específica, e que construções podem ser outras. Esse blog é onde essas descobertas se encontram.
De onde eu vim e por que
isso importa
Não tive referências próximas de mulheres com cabelo natural. Fui a primeira da minha família a fazer a transição. Tinha doze anos e aprendi pela internet, seguindo meninas como a Rayza Nicácio, que mostravam que cabelo crespo solto não era cabelo bagunçado. Era uma escolha. Era bonito.
Na família da minha mãe, a reação foi tranquila. Com o tempo, quase todas as mulheres foram para o natural também. Na família do meu pai foi diferente. Vinham os comentários sobre arrumar o cabelo, os conselhos não pedidos, a pergunta de quando eu ia escovar. Levou uns dois anos pra aquilo se assentar. Minha avó, que era a mais resistente de todas, pouco antes de perder a lucidez, olhou pra mim e disse que meu cabelo era bonito. Eu guardo isso.
"Quase tudo que parece natural foi construído por alguém. E construções podem ser outras."
Essa mesma internet que me deu o cabelo também me cobrou o corpo. Os hip-dips que viraram defeito quando são só a forma do meu osso. As estrias que o mundo real se encarregou de reforçar como problema. As vidas perfeitas que atrapalhavam minha relação com processos naturais, como não ganhar bem assim que saí da faculdade, como demorar pra chegar em lugares que eu achava que chegaria mais rápido.
Fui entendendo com o tempo que boa parte do que me incomodava não era meu. Era construção. E construção pode ser desfeita.
Por que você pode
confiar no que eu digo
Estudei Publicidade e Propaganda e gostei muito do curso. Mas saí sabendo escrever bem e sem saber usar quase nada do que o mercado pedia na prática. Aprendi por fora: todos os cursos gratuitos da RD Station, um curso na SAGA pra aprender o pacote Adobe, horas de conteúdo que a faculdade não conseguia oferecer. Fui direto pro marketing e nunca parei de estudar porque o campo muda rápido e quem para fica pra trás.
Analista de Marketing 360
Do planejamento à execução. Cuido de campanhas de geração de demanda B2B, do site da empresa com foco em SEO, estrutura e otimização voltada a conversão, das redes sociais e de eventos. Um trabalho que exige pensar estratégia e apertar botão no mesmo dia, às vezes na mesma hora.
Freelancer — SEO & GEO
Otimização e revisão de conteúdo para mecanismos de busca tradicionais e para motores de busca com IA. Trabalho pra que conteúdos sejam encontrados tanto no Google quanto no ChatGPT e similares.
Membra do Comitê DEI
Minha relação com diversidade começou antes de ter nome. Terminei o ensino médio no ano da eleição de 2018 e me vi o tempo todo em debate, defendendo posições que eu ainda estava formando. Na faculdade, explorei trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil em vários trabalhos, o que chamou a atenção de um professor que me convidou pra escrever pro Observatório da Diversidade Cultural. Fiquei seis meses como voluntária e um ano e meio como assistente de redação. Quando soube que existia um comitê DEI, quis participar porque já sabia que tinha algo a contribuir. O colorismo foi um tema que eu trouxe e que mudou a visão de muitas pessoas dentro do próprio comitê. Três anos depois, sigo lá. Não porque é bonito no currículo, mas porque acredito que esse trabalho importa.
Estudos em Growth Marketing
Aplicando frameworks de growth no mundo real, inclusive neste blog, que é meu laboratório de SEO orgânico, funil de conteúdo e monetização por afiliados. Cada artigo publicado é um experimento com dados reais.
Meus valores
O que guia cada texto, cada recomendação e cada opinião publicada aqui.
Transparência acima de tudo
Só recomendo o que realmente uso ou acredito. Quando for conteúdo patrocinado ou link de afiliado, você sempre vai saber. Minha credibilidade vale mais do que qualquer comissão.
Diversidade que sai do papel
Três anos de comitê DEI me ensinaram que diversidade sem inclusão real não muda nada. Aqui falo de representatividade com quem vive isso, não como tendência, mas como compromisso.
Dados com alma
Trabalho com marketing, SEO e growth, então sei o que os números dizem. Mas sei também que por trás de cada clique existe uma pessoa. Aqui as duas visões coexistem.
Existir é um processo, não um destino
Acredito que a gente pode construir a própria realidade até certa medida. Não como autoajuda fácil, mas como consciência de que nossas escolhas moldam quem somos. Isso implica experimentar, mudar de ideia, contradizer a versão anterior de si mesma sem culpa. A volatilidade não é fraqueza. É honestidade com o processo.
O que você vai encontrar aqui
Estética
Cabelos crespos e cacheados, maquiagem pra todos os tons, skincare e autocuidado sem padrão impossível.
Ver artigos → 02Política
Representatividade, DEI, direitos e tudo que conecta o cotidiano das mulheres com o poder.
Ver artigos → 03Vida Real
Carreira em marketing, growth, freelancer e o equilíbrio de quem constrói várias coisas ao mesmo tempo.
Ver artigos →Vamos
conversar?
Não sei onde você está no seu caminho. Mas sei que o mundo tem mais possibilidades do que a gente consegue enxergar quando está no meio do processo. Esse espaço existe pra isso também: pra lembrar que tudo bem não ter chegado ainda.
Parcerias e colaborações
Aberta a parcerias com marcas de beleza inclusiva, moda consciente, livros, cursos e produtos alinhados com os valores do blog.
Me encontra por aí
"Se chegou até aqui, já somos amigas."
Malu Costa